Na quarta-feira, sim, sei, há tempo, mas não me adapto à internet e ao blog e às suas funções de comunicação instantânea por gostar do coser e etc etc, na quarta-feira passada o céu amanheceu salpicado das nuvens novas que acabavam de se formar subindo dos tantos gramados de Brasília, eu adoro essa coisa meio fantástica da nuvem e gosto também de pensar assim [com mais uma descida, rs] da chuva, apesar de o Beto me insistir que pouquíssimas chuvas são d'água subida do chão, porque eu questionava todo o tempo o seco de Brasília [and inside, we're all still wet] se há um lago para quê. O céu estava salpicado dessas nuvens de um jeito uniforme que estava tão bonito, como que meticulosamente posicionadas, umas atrás das outras, e eu não ousaria dizer, apesar de, como alguém que, não me lembro exatamente quem nesse momento, gosta tanto de lembrar que escreveu Clarice, talvez seja eu mesmo e não me faça a ligação, apesar de, não ousaria dizer que ele estava ironicamente belo, o céu, praticamente se atrevendo a ser somente encorajador. Então fui tomar um café naquela padaria da quadra, como ainda pretendo fazer tantas e tantas vezes, mas em melhor companhia que todos meus assombros dessa quarta, meus assombros de amor e distância e saudade.
XCIII. Not you, who doesn't wanna talk. It's not yours to read. That moment
is yours, this one is all mine. I don't have anything else to share with
you.
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I can't anymore.
I haven't got 10 years left in me.
I just can't, this is torture
To never finding a way to make it right
To always miss tha...
Há 10 horas
2 comentários:
Sempre me enchi de perguntas intrigadas sobre o céu de Brasília, mas cansei de entender pq, nem precisa tb: é impossível não se tocar com ele. Nao é qqr céu, esse brasiliense é impressionante.
Eu ainda insisto em sempre visitar seu blog e uma vez por ano (!) ainda me surpreendo com um post novo (e penso nossa!, ele ainda tem a senha!, rs) e o que há no post novo e o que não há, que às vezes significa tão mais do que há. Enfim, sempre tenho a impressão de que a gente se entende bem nos não-ditos, mas ainda assim estou azul de saudade, assim como também o está o céu goianiense, às vezes tão seco quanto o daí, mas em geral menos, com nuvens escorridas em umidade que nem tinta branca passada por pincel. É, isso tudo para dizer que preciso de um café daqui na padaria daqui.
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