quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Nota familiar




Quem nunca disse
                       "lar, doce lar", 
por maior que seja essa amargura que trava lingua?




quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Notas visuais

Para registrar a impressao de El Templo Expiatório de la Sagrada Familia.

Sabe aquela cor, um marrom sujo de tempo e desgaste, aquele marrom e aquele formato.
Aquele marrom sujo de tempo e desgaste e aquele formato, ou aqueles formatos que uma mente criativa, ou louca, chame como quiser, ou aqueles formatos que uma mente criativa e louca se repete pouco, aquele marrom sujo de tempo e desgaste e todos aqueles formatos fazem achar:

El Templo se ergue por forca divina.
Nasce do firmamento e sobe ate o azul que e o ceu de Barcelona, mesmo no inverno.
Nasce e diz: entra, olha a grandeza do deus. Reza, confessa, que, quando a ultima beira do Trono na Terra sentir o ar, os arcanjos dos portais soarao as trombetas. Reza, e a besta de sete cabecas surgira' dos oceanos; implora.





O.k., deixando de viagem, que isso foi suficiente para um ano todo: tudo isso seria maravilhosamente assombroso caso eu fosse religioso.
Como nao, =], digo que Gaudi sabe impressionar. Sabe trasmitir a mensagem de fe atraves do seu projeto maximo. Ou que nao de fe, de grandeza. E sabia exatamente o que qualquer um sentiria aos pes da sua obra ainda inacabada: a pequenez do homem.

Agradecimento

Voltando la atras. Muito atras. Ou nem tanto, quase nao escrevo nesse blog. Mas entao, voltando la no primeiro post: ressalto para o fato de eu sempre esquecer.

Pois que milagres acontecem e a unica coisa que faco agora e lembrar.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Nota

Para constar que nunca foi tao feliz escutar a voz de alguém.

Desalinho

Preguiça enorme de postar desde que cheguei no Velho Mundo. Ainda mais com esse teclado sem agudo, til, cedilha etc etc. Agora que achei um teclado COM tudo isso, amém, vou escrever. Estava, sim, procrastinando.

Mas depois de ontem à noite, nao deu.
Dividindo o quarto com outras 11 pessoas, tentando ignorar o ronco de um senhor portugues que faz nao sei o que em um hostel, tentando ignorar o casal de franceses que achava estarem todos dormindo, tentando ignorar tudo isso: a imagem de cada canto de boca, de cada olhar, de cada momento, de cada detalhe vagarosamente buscado na memória. Na melhor as memórias dos últimos tempos.

Porque isso, em volta de tanta maravilha, em volta de Gaudí, Dalí, Calatrava, porque isso é o meu desalinho. Tento nunca repetir títulos, às vezes acho der, mas agora nao deu.

Você é meu desalinho, meu bonito desalinho no primeiro mundo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Vida

Amanhã parto em direção a um sonho.
Amanhã parto outro sonho ao meio.

À volta, me aguardam as mãos que acalmam e que poderão tratar o mal do segundo de vida que não se viveu.
Amém.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Amy

que a Winehouse, apesar de porra-louca, une.
"Meet you down stairs [...]"
Ficou a dica.

sábado, 22 de dezembro de 2007

"Não consigo dormir, tenho uma mulher atravessada nas pálpebras."

Fica a dica.
Fica a dica, always.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

[só comentando]

Sabe que: quando algo inesperado te acontece, é tão melhor. Fato.
Falta uma semana para eu sair da Terrinha. [apesar de]
E também apesar de, a gente vai vivendo.

Deus-orkut

Sorte de hoje: esqueça os problemas e seja feliz.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Engana que não gosto

Sabe quando acontecem enganos? Uma pessoa diz uma coisa que a outra disse tal que a fulana falou aquilo?
Pois então: nem conheço uma tal de Pandora e ela já está me causando problemas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

"[...] e entre genialidade e loucura, o abismo do peso da tristeza materna [...]"

só que: às vezes tenho a impressão de que mãe adora não entender as coisas, adora dramatizar, adora exagerar, adora continuar vendo por outro lado.
adora dizer: "eu falhei" sendo que falhou nada. Mas elas sabem que isso afeta.
Que-merda.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Galeando Galeano

"Assovia o vento dentro de mim.
Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contravento, e sou o vento que bate em minha cara."
"Pelos caminhos eu vou, como o burrinho de São Fernando, um pouquinho a pé e outro pouquinho andando.
Às vezes me reconheço nos demais. Me reconheço nos que ficarão, nos amigos abrigos, loucos lindos de justiça e bichos voadores da beleza e demais vadios e mal cuidados que andam por aí e que por aí continuarão, como continuarão as estrelas da noite e as ondas do mar. Então, quando me reconheço neles, sou o ar aprendendo a saber-me continuado no vento.
Acho que foi Vallejo, César Vallejo, que disse que às vezes o vento muda o ar.
Quando eu já não estiver, o vento estará, continuará estando."

sábado, 1 de dezembro de 2007

Elogio

Não, nada de Erasmo, amém, que isso nada tem com Moria, Stultitia nem nada, ou talvez tenha, mas é que não deixa de ser um elogio. A quê eu ainda estou tentando descobrir. À vida, talvez, à falta dela, quem sabe.
A falta de graça é que, num tal momento em que eu deveria estar rindo mais que o normal, me divertindo mais que o normal e brindando como sempre, na verdade segurava o choro até doer a garganta para não soluçar.
Minha sorte de hoje do deus-orkut diz que tenho a cabeça aberta. Como, e como, eu queria ser fechado nesse momento, tentar não entender as coisas, não ver quão triste é furacão de pedra em que me [nos] encontro [amos]. Na natureza ainda é bonito, mesmo que ainda se levante uma casa ou outra ou se arranque pelas raízes uma árvore. O meu soterra, empedra, fura, engole, vê.
Como sempre achei, mesmo não sendo idéia originalíssima, ver sempre é pior. Quando a gente precisa ser míope, nem pensar, certo? Então que é a frustração do dia de ontem. Acontece esporadicamente, mas a noite passada foi de tirar o fôlego.
Eu sentado na sacada e a vida acontecendo como nunca. É de se ver que as coisas mais simples do mundo podem valer uma tarde de choros e pesares.
Sabe que o que mais dói é saber que não se pode fazer nada a respeito. Ou se pode, mas e daí?
Sobre ela, que ontem reapareceu do nada na casa, digo que nunca tive visão de tão triste beleza. Como minha esfinge, tenho que te confessar: doeu lá no fundo de seja lá que coisa tenho em mim. Como entender um brilho que se faz tão opaco? É de tanto não suportar "inconstância de vida"? Que se há algo que se pode não-dizer a vida é isso: constante. E num desses momentos de interrompimento, num desses "hiatos", admito, é que me veio luz. A benfeitoria dessa coisa de cortes.
E outras, muitas outras coisas me vieram ontem à noite. Parecerá idiotice tentar escrever tudo aqui. Já é bobagem tentar descrever uma parte de ontem. Tantas linhas e não consigo transpassar nada do que foi.
Mas enfim, acabou sendo elogio à descoberta.

Que se encontre a cabeça de Midas, pois a minha: vai saber.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

só para constar o orkut ser incrível:
Sorte de hoje: Quando chegar o inverno, os céus mandarão chuvas de sucesso para você.

até parece que ele adivinhou que acabei de comprar minhas passagens.

domingo, 18 de novembro de 2007

Nota Européia

[a primeira parte de muitas outras notas que irão vir, amém]

*

Cerrado de cú é rola.

*

E enquanto algumas pessoas patinarão naquela bofera do shopping, me divirto pensando que vou usar algum lago congelado da Alemanha ou Áustria ou República Tcheca ou Hungria [que fique à escolha].

*

Voltarei a pessoa mais insuportável do mundo.
Na orquestra: "aah, vc comprou o dvd do Messiah com a BPO e o Rattle? Ah, sim... estava lá nesse concerto."
Nas conversas: "pô, legal, vc fez uma tatuagem! Bom, né? Também fiz uma, lá em Berlin."
Nos bares, brincando: "eu nunca peguei alguém na Alemanha [bebo], nem na França [bebo], ... ... ..."

*

A despedida, no aeroporto:
Mãe, não precisa chorar, são só dois meses... ASIUFHISULAFHULISAFHUILSAHFUA.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Para desentender

"Que seja morto de morte natural pra sempre na forca."


Nem de longe. Dá certo não.
No fim das contas, Anna das ruas largas.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Semana

Descobrir quão rápido um sorriso se fecha é péssimo. Ainda mais vindo de quem vem, veio, virá, vai saber. Para provar que no princípio, além de céu e terra, já se fez a falta, a falha, a saudade por ter sido um dia diferente dos outros e a vontade de somente tomar um capuccino. Estranho saudar rotina.
De simples soa bobo, mas devemos lembrar que um abismo pode ser visto como simples fim de terra. Se consta então o fato de qualquer simples se fazer fim de nós.
Péssima segunda, mal espero pelo resto da semana.

sábado, 3 de novembro de 2007

Como ia dizendo

Depois de boa data sem lembrar da existência disso, venho para fazer apontamentos gerais sobre ocorridos. Pouco compreensíveis se lidos por fora.
Mas então:

Saquei tudo. Mel nunca mais, tsc tsc, nunquinha, nem com leite e muito menos com aveia.

*

No príncípio, deus criou o céu, a terra e alguma coisa que eu esqueci o que. Foram muitas variações, Lyanna me ajude.

*

Puff, puff, puff. Uns 3 milhões a menos.

*

Perfeito. Mas Hyper-ballad seguida de Pluto já é sacanagem.

*

Jack Johnson já esteve mais em voga, mas se mostrou de fácil retorno.

*

Não permitir que Nayara converse com estranhos. Muito menos aqueles com mais de 90kg ou quarentões maníacos.

*

Coisas a ainda serem lembradas.
 

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