quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


depois de tanto tempo, volto a postar num impulso um tanto bobo, admito. É que apesar de aparente tranqüilidade se passa tanta coisa pelas nossas cabeças. Sempre é assim, nada de novidade. O que aconteceu foi o seguinte:
Mariana semana passada queria tanto que eu iluminasse nossa árvore de natal. Comprei, mesmo sem poder, ando devendo meio mundo, rs, as luzinhas; coloquei todas, super cansativo, imagina só, aquilo dá um trabalho de verdade!, mas nossa casa está linda linda. Depois, todo mundo foi dormir. Peguei então uma xícara de café, que nem mais me tira o sono, e sentei no tapete da sala, de onde podia ver a árvore, que ficou bela, as plantas da sacada brilhando, todas iluminadas, assim como a porta da varanda. De canto, ainda podia ver o portal do corredor, onde colocamos uma pequena guirlanda. Tudo iluminado e nenhuma luz acesa. Foi quando pela primeira vez vislumbrei tudo por um prisma que ainda não me tinha vindo: nessas todas decisões de vida que andei passando por, estudar fora de Goiânia, traçando metas, ter aula com fulano, com beltrano, juntar dinheiro para fazer tal coisa, masterclasses não sei onde, curso de verão em tal lugar, enfim, pela primeira vez eu entendi que optei por não ver minhas irmãs crescerem, mesmo sem perceber. Deu um aperto enorme no coração. Optei por não as ver crescer. Assim como mamãe. Vou as ver estar. Não ficando. E me faz tanta diferença. Sei que de certa forma é exagero. Vou estar aqui todo fim de semana possível. Férias. Mas reclamar que não quero ir pegar a Mariana na escola é tão gostoso. Brincar com a Gabriela por causa do namorado novo é ótimo. Deitar na cama da minha mãe enquanto ela faz palavras cruzadas me deixa feliz. Todas essas coisinhas do dia que enchem a gente, seja lá do que for. Alegria, cansaço, tristeza, rotina, presença. Sou um manteigão de vez em quando, não tenho como negar, rs. Enfim, tocando a vida, fazer o quê. Não posso casar as meninas para depois prestar vestibular. O que é um saco, porque eu bem queria, rs. 
Enquanto escrevo, assisto a 6a. do Mahler. Abbado sendo o gênio que é, emocionado sempre com música, que mais se deveria pedir de um maestro tão fantástico. Fico olhando essa emoção toda e imagino o que se passa pela memória dele. O que ele deixou para trás. Será que ele estava com a mãe quando ela envelheceu? Ou só sentia de longe a alegria de mãe pelo filho satisfeito? É isso que se passa quando rege o último movimento? Os hammers misteriosos do final da 6a. sinfonia. Tudo de cor, como quem sabe o que vai sentir com cada trecho e se deixa saber e passar por tudo aquilo, mesmo que de novo e de novo, não se precisa de um gráfico para lembrar isso que vem de dentro. Se sabe o que sentir, se sabe o que reger. Mesmo que cada vez seja diferente da última.

Não deveria pensar nessas coisas por agora. Ainda nem fui aprovado. Ainda tenho tanto a estudar, fazer, ler, 
1, 2, 3, 1, 2, 3, 4, 1, 2, 1, 2, 3, 4, 5, 1, 2, 1, 2, 3, diz o final da Sagração, e nessa a gente vai indo, descompassado. 
Enfim, queria gostar menos. E isso é o que menos quero, rs. 
Blábláblá, chega de baboseira sentimentalóide por hoje. Manteiga manteiga, rs.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009



É nessa época do ano que sol-fim-de-tarde bate no meu quarto (agora em tempo de verão, sol-início-de-noite). Então me fecho nele e fumo um cigarro, só para ver os raios amarelos que se formam através das grades. Um cigarro é mentira, venho pro quarto e fico por aqui esperando que a semana passe e faça seu trabalho. Sozinha. 
e Transbordando porque ainda tenho um cinzeiro solitário, mas, como se diz, o final de semana está aí, rs. Sorriso, right on the corner of my mouth, sorriso de lembraça. Há muito tempo disse que só fazia esquecer, lá no comecinho, bem dos primeiros posts. Ainda acontece, rs, verdade, eita cabeça ruim, but just not the same subject. Depois, há algum tempo, disse que só fazia lembrar, pff. Enquanto viajava. Dois anos, quase. 
No momento, só faço viver, porque agora não o faço só para mim. Precisa-se de mais algum motivo para? Só só esse. Ir indo e ir indo não do jeito que se vai indo com a barriga, nah, nah, do jeito que se vai indo com sorriso mesmo, com um contentamento esquisito. Com borboletas no estômago, de ser sempre um susto alegria, de todo dia ser não só mais um. 
Sorriso de orelha a orelha.




quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Rápidas brasilienses

Compreendo se alguém, algum dia, enlouquecer completamente, pirar, despirocar (ops, essa talvez melhor não, rs), enfim, ficar completamente fora de si durante uma prova de teoria. Sem culpa para as questões relativamente simples, mas putaqueopariuquemerda aquele povo solfejando à volta "Cai cai balão" sem parar pra tentar escrever a porcaria numa pauta vazia, que aquilo é muitíssimo complicado, rs. Primeira nota dada. Saí correndo daquele auditório.

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Com o carro frente ao Teatro Nacional, pensei: se para chegar à entrada se desce uma estreita escada em espiral, deus!, como se chega ao palco?

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Pi e Victor lêem (blablabla pra norma) em manchete: "Seria milagre? Madonna engravidou de Jesus?"

Victor: como se chama?
Pi: incesto, rs.

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Expressas como a W3. Beijos!



sábado, 15 de agosto de 2009



A pérola da noite ficou por conta de brincadeirinha já recorrente: criar tempos verbais impossíveis. Havia dizendo, houvera estando, havendo tido, blablabla, chegamos em havendo estara. Na hora a gente não reparou que estara não existe, rs, que o correto seria estivera, mas enfim, nos divertimos horrores pensando que esse seria o nome ideal para a próxima filha de Baby Consuelo. Havendo Estara. Com Sarah Sheeva, Zabelê, Nana Shara, Kriptus Rá Baby, Krishna Babye e Pedro Baby, formamos um grupo totalmente harmônico. Beijos, Baby, sem essa não haveríamos tendo essa inspiradora e fantástica luz. 

(cadê o conteúdo, Victor, o conteúdo?, rs.)


quinta-feira, 13 de agosto de 2009



Descobrir que vou ter que reger uma peça para coral não me deu muito medo. Tocar o violino está super ok. A teoria, em vias de ficar super ok também. Solfejo, ditado rítmico, blablabla. Mas meu-deus, como tenho medo do piano. 

O P I A N O
[voz de Galadriel transtornada-possuída]

todas aquelas teclas, fico me lembrando do piano por dentro, aqueles mecanismos todos, a idéia na realidade é quase simples, assim como é simples todas as notas estarem ali prontinhas na sua frente, só esperando serem tocadas, só esperando, rs, que alguém as toque de forma genial, que dali se escute música. Mas também estão lá todos aqueles martelos, aquele tanto de corda, os pedais, os afinadores, pensa afinar 88 notas, ai credo, algumas triplicadas para que a nota soe, enfim, tudo ali esperando que se toque, que se toque
estou com medo pela primeira vez desde que tomei minha decisão.


quarta-feira, 12 de agosto de 2009



ah, explicação: 
a imagem é Maria Callas fotografada como Medea, ópera do italiano Cherubini. 
Medea era netinha querida do deus Helios, filha do Rei da Cólquida, blablabla. Paga de boa moça, até que, quando impedida por seu pai de se casar com Jasão [Hera deu um jeitinho de convencer Eros a fazer cair de amores, rs], quando impedida fugiu com o rapaz, esquartejou o irmão e o espalhou, a fim de atrasar o pai em sua busca, sabendo que ele procuraria todos os pedaços para que houvesse uma sepultura decente. Depois disso, acontece um monte de coisinha, picuinha dos deuses, rs, e Jasão a trai. Tsc tsc, Medea louca mata os filhos que tiveram juntos. 
Enfim, she gets her revange. 
Callas bem que queria ter dito a dela jogando a Jacqueline Kennedy dum penhasco. Se não fosse de antes de Onassis a ter trocado, pff, certeza que era nisso que ela estaria pensando no exato momento da foto. 




Hoje compreendi bem as donas de casa, que se correm arrumadeiras pela sala-cozinha-quarto, e então descobri um novo prazer: lavar a louça. Estou precisando mesmo é descobrir prazer em arrumar meu quarto, que aquilo anda uma bagunça total; dizem que nosso quarto é um reflexo da gente por dentro, me rio [e como fica feia essa conjugação!, caramba], estou danado da vida se for verdade, rs, se bem que minha estante está bem organizada, a coloquei em ordem esses dias, as únicas coisas bagunçadas são as contas que saem de todo lugar, debaixo da cama, entre livros, no corpo do violino, rs, e os papéis de maquete que restaram da arquitetura, talvez fiquem lá por um tempo para eu me lembrar que não tenho problema algum com ela, que eu até gostava de fazer maquetes por mais chatas que elas fossem, e que também é um desperdício eu deixar de me expor ao mundo como arquiteto, rs. Mas enfim, a coisa de lavar a louça, penso fazer parte de um se acostumar. É o que estou tentando: me acostumar, acostumar a ficar d'alma manca durante a semana, ou como Donana Cabriola, uns bons meses de post para trás, que deu um suspiro tão profundo que passou a andar encurvada, adoro essa imagem, faz parte de um conto fantástico da tia Augustinha, enfim, tudo parte de um se acostumar provisório, espero, que ano que vem chega rápido assim como esse estava vindo passou e daqui pouco se acaba. 
Estou sentando me forçando escrever algo, me combinei isso para tentar certa manutenção aqui, diz Lyanna que meu blog merece mais atenção, e a Lyanna não é um alter-ego, quero deixar claro pois ela tanto aparece por aqui, mas duvido ser algum leitor esteja sem esse conhecimento, não divulgo blog, então a explicação se torna desnecessária, rs.
O que de mais importante aconteceu nessa semana foi um longo período de entretenimento na wikipédia, algo que espero se tornar um vício-passatempo, que aquilo é bom demais, gente. Aprendi tanto da cultura fínica, Sibelius [aaah!], Fennoman, Svecoman, que o finlandês não tem futuro como tempo verbal, uma loucura, só se fala de presente e passado, pessoal saudosista, rs, enfim. 
Também descobri que meus planos são um pouco mais complicados que pensava. Grande surpresa, não sempre o são?


sábado, 1 de agosto de 2009



Olha, que o mundo anda girando girando por aí em torno de si, em torso de si, ou do sol, enfim, todo por aí entediado e cheio do próprio peso há algum tempo não é segredo pra gente, rs, a quem só cabe acreditar, nós-simples-nada-cientistas, 

e vamos acreditando e acreditando, Lyanna esses dias disse da beleza das estrelas brilhando mortas no céu, uma beleza de metáfora, mesmo que comprovada, fonte bem confiável, coisa mais linda, e as vermelhas nem eram as mais quentes, rs, todas se podendo dressed to kill, enfim, que importa, mortinhas mortinhas, 
e ainda dizem que não precisamos nos preocupar com as coisas que andam vivas por aí e sim com as já passadas, mas enfim, que o mundo anda girando por aí todo certo de si e, ainda pior, certo de que vai continuar se girando até que o bom deus resolva soltar a prostituta da Babilônia por aí [me corrija, Lyanna, minha única amiga que teve a decência de ler a Bíblia, rs, caso esteja errado] e fazer soar a anunciação [falar em anunciação não aguento mais escutar as de noiva, tocar em casamento pra tirar um extra, pff, tirando mesmo é meu sério], enfim, é, talvez, a única coisa que a gente pode ter tanta certeza, digo incluindo um grupo de certezas científicas, mesmo assim vai saber, vou bater na surrada tecla de que há um tempo certeza era que a Terra era plana e o horizonte era uma queda d'água sem fim, uma imagem tão bonita que dá pena sua falta de verdade, que há um tempo certeza era que a Terra era o centro do universo, pessoal egocêntrico, rs, 

e eu ainda ousei com tanta convicção no dia 15 de maio deste ano [deu tanta vontade de escrever dêste, acho farmácia com ph um mimo], ousei dizer que continuaria minha vida como estava, ousei achar que conseguiria manter estabilidade, mas aquele pinga-pinga irritante do 8 de abril de 2008 aqui, pingando-pingando, todo na consciência de que água mole em pedra dura tanto bate até que fura, porque hoje me sinto popular, rs, e então se continuou pingando até que um momento de lucidez, mesmo que uma lucidez explosiva, pois havia de ser explosiva ou se resignaria num primeiro feche de luz, o momento de lucidez veio, num impulso mas num impulso definitivo, espero, porque agora talvez não haja mais tempo para dúvidas, hoje estou popular adolescente, rs, mas sempre lembrando que além de mortas-estrelas brilhando numa brincadeirinha de deixar vivas lembranças, também existem wormholes, blackholes, 
a quantidade infinda de holes por aí tão traiçoeiros, mas enfim, isso fica por conta das miniaturazinhas de idéia e pensamento que tanto se chama de maquete, blablabla, nunca mais quero encostar a mão num papel triplex por conta de faculdade alguma, resumindo é isso, vou ficar rico e comprar a batuta do Mahler, deve estar em algum museu da Áustria mas eu compro, e sair regendo por aí, porque hoje estou popular adolescente inocente, 
acreditando tudo dar certo, o feche de luz lá atrás passando por um cristal e se abrindo num leque de vida, ahm, não sou certo dessas coisas todas de física, volto a mim:
ok, não conto com tanta boa vontade desse mundo ocupado em se achar no próprio eixo, e então sair regendo por aí ainda que uma orquestra imaginária, aqui dentro da cabeça, e vou ser um tanto piegas agora mas vou ter que admitir que, mesmo nessas circunstâncias, vou ser um tanto feliz.



segunda-feira, 20 de julho de 2009


Era por fragilidade de corpo, tinha os ossos bem fracos, era por fragilidade de corpo que mantinha seu santuário de segredos.
Acordava de manhã, se levantava e olhava a imagem refletindo simples no espelho. E pensava o quanto era secreta. Então escovava os dentes de cigarro para se sentir mundana, 
e ia para o ponto de ônibus.


segunda-feira, 13 de julho de 2009


"Quando chegares a minha idade, 
terás perdido quase por completo a visão. Verás a cor amarela e sombras e luzes. 
Não te preocupes. 
A cegueira gradual não é uma coisa trágica. É como um lento entardecer de verão."

Borges, O livro de areia






Já há tempo venho pensando em, já há tempo havia havendo (rs, para Pi e Beto), mas me demorei até sentar e escrever (todo na pretensão chamando isso de produção escrita, ah, me poupa Victor). Enfim,
tente, vai olhando pro longe, deixando que se perca a vista, saindo de foco, ficando mais fora de.
Acontece que as coisas vão se pincelando, pouco a pouco, meio Monet; e tudo vira plano, uma tela, bela tela, e então se pode, ao menos se sente poder, então se pode olhar tudo como espectador. Mero espectador. 
Não é que as coisas estejam ruins (contrário, ando um deslumbre!), mas adquiri o hábito/vício de ver aqui lá, meio de longe, meio de canto de olho. Mas só de vez em quando, como por diversão, rs. Enfim, nada sério e bem sem ponto.



sábado, 13 de junho de 2009



À Aline, que, diz-se, só citava.
(à Aline mas não no que tange à temática, Nine fofa mais linda que tá em casa estudando)

"A estrada subia muito. A estrada era mais bonita que o Rio de Janeiro, e subia muito. Mocinha sentou-se numa pedra que havia junto de uma árvore, para poder apreciar. O céu estava altíssimo, sem nenhuma nuvem. E tinha muito passarinho que voava do abismo para a estrada. A estrada branca de sol se estendia sobre um abismo verde. Então, como estava cansada, a velha encostou a cabeça no tronco da árvore e morreu."
O grande passeio, Felicidade Clandestina.

Meio piegas. [para não apagarem meu blog, rs].


sexta-feira, 15 de maio de 2009


Então, por causa do último post firmei contrato com a Arcor.
Mas enfim, o que interessa: conversando com o maestro Emílio de César (rápida biografia), por um acaso pai da minha professora de piano/música de câmara, escutei "largar Arquitetura, nunca!". A luz veio de cima.
Agora é ir adiante com planos: montar meu quarto de estudos, vai ficar lindo!, computador, estantes, prancheta, piano, ai, e pegar o piano pra estudar de verdade, já que ele me colocou uma meta de Estudos do Chopin e Sonatas do Beethoven (!)

quarta-feira, 6 de maio de 2009



que nem precisava de mais, pero bien, que se pasó:
Eu estava assistindo Turandot ontem, pois ando compulsivo com, fumando a cigarrilha de mel que comprei já pensando em tal fim, uma delícia. Tudo indo muito bem, gira la cote, aquela coisa toda.
Então no final aqueles aplausos todos, uma salva para Plácido Domingo, que Ignoto!, outra para Leona Mitchel, melhor Liù que já escutei. Quando entra Eva Marton o teatro cai aos seus pés, a câmera abre, aparece o teatro, e ela recebe uma chuva de flores. E eu começo a chorar.
A questão é: por saber que não vou me realizar de tal forma ou por a arquitetura do Metropolitan Opera House de NY ser linda?
um pirulito pra quem adivinhar.

p.s.: nem falo das traças do blog que é capaz de se organizarem num motim.


terça-feira, 24 de março de 2009


Theatro S. Joaquim
Empresa Recreio Goyano
CINEMATOGRAPHO PATHÈ FRÊRES
Estrèa-Hoje-Estréa
A's 8 horas da noite, com um program-
ma explendido e magnifico
Variadas fitas
COMICAS,
DRAMATICAS E
PHANTASTICAS
As Exmas. familias que quiserem
poderão mandar cadeiras para
as galerias
Entradas:
Geral: 2.000
Cadeiras: 3.000
OS BILHETES ACHÃO-SE Á VENDO
NA PHARMACIA S.DOMINGOS E NAS CA-
SAS DOS SRS. FELIPPE BAPTISTA, FRAN-
CISCO DE BASTOS E BICHARA SADDI.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Indeed


Então, estava andando pelo setor Oeste, passando numa daquelas ruazinhas que não sei nomear. Dobro a rua e, sentado, um rapaz na cadeira muito bem colocada na esquina, sentinela, na camiseta sou fiel, sou de deus, alguma coisa assim, um novo testamento daqueles pequenos azuis na mão, lendo alto, porém para si, esperando, esperando o quê, Eu. 

Pressenti. Tentei passar silencioso, rápido, despercebido. Rá!, passei. Quando levei a mãe à testa, alívio, psiu!, moço volta aqui, deixa eu falar com você. Sou uma pessoa educada, voltei.

Jesus te ama (oO). Os olhos fixos no meu nariz. Jesus te ama. (AAAAAH, meus piercings clamando perdão). Engraçado que só estava passando por ali por estar voltando do banco, tinha acabado de ter a prova que multiplicar coisas não dá, fazer algo virar vinho, pff, dinheiro então quem dera. Jesus te ama (pô, Jesus podia ser meu gerente do Banco Real). Leva sua família também pra igreja. A volta de Jesus está próxima. Ele ainda pode te acolher, você ainda pode ser salvo. Ele olhava tão piedosamente pra mim que a única coisa que pude fazer foi dizer: obrigado.

Ele, provavelmente, achando que aceitei Jesus em meu coração, Eu agradecendo por ele ter me dado um post de graça, nesses tempos em que ando com a cabeça tão em outro lugar que nem penso em blog.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009



Sabe, você parece estar tão sóbria. Tão absorta em realidade, eu disse. 
- Que nada, estou mesmo é fugindo dela.

Ah, ela está tão sóbria. Tão absorta em realidade. 



sábado, 17 de janeiro de 2009

Em resposta: o verão





Depois de três longos meses desde o último post que fiz, 36.519 moscas e 732 bolotas de feno ao melhor estilo western. Aqui estou, sentado na sacada por adorar um wi-fi, o sol já caindo de lado bem do jeito que deixa meu olho esverdeado. Esse verão foi bem melhor que o passado. Bem como pedi: sem tormenta, desmoronamento e tempestades (perdão aos catarinenses). E tem tanta coisa que nem sei bem por onde começar a dizer. Não que realmente haja tanta coisa assim, mas ainda há certa desorganização em minha mente quanto a. Ok.





-
Deitado na rede, ainda em Brasília, me lembrei de algo. Lembrança antiga, mas daquelas que sem se ver ficam guardadas com tanto carinho. Estávamos eu e minha mãe aguardando férias para ir a Goiás, como sempre. Quem já estava entre o brilho dourado da serra dizia só haver chuva e almôndegas, que a bisa sempre pede à cozinheira. Quando finalmente chegamos, não havia sinal d'água. Fazia aquele céu lindo tão raro de se ver, sem nuvem alguma, tão azul quanto meu daltonismo (que exagero!) me permitiu perceber. E aí a bisa nos disse vocês trouxeram o sol, com olho calmo e expressão serena de entendimento: há sempre quem nos traga sol.

-
Decidi me dedicar o máximo possível agora. A tudo, na verdade, mas a faculdade grita.
Veja bem: desperdicei um ensino médio que poderia ter sido fabuloso por emaranhado caótico de vida (não que esse emaranhado não me persiga até hoje), perdi PAS, perdi um vestibular por estar viajando e fugindo, como ainda tento fugir, perdi a chance de ser um exímio violinista por no começo desenvolver muito rápido e ficar acomodado achando que teria 14 anos pra sempre.
Não vou fazer a mesma coisa com a Arquitetura.

-
Ok de novo. Não consigo escrever decentemente agora, tento depois.



domingo, 12 de outubro de 2008

Considerações primaveris

1 - Do golpe


"No te engañó la primavera
con besos que no floreciéron?"


XLVI, Livro de las preguntas, Pablo Neruda.


Ou todas aquelas pequenas flores amarelas que só fazem cair. Há por toda Goiânia. E então uma rua-tapete de florescidas que só caem e passam.




2 - Da auto-sabotagem

Pior sempre é um coração partido que não teve por quem se partir.




3 - Da sorte


Acontece que, de vez em quando, quando aquelas flores estão caindo, aquelas lá da primeira consideração, quando aquelas flores estão caindo, caso se ponha bem na ponta dos pés, esticando bastante o corpo todo, os braços, quando aquelas flores estão caindo por sorte talvez se consiga segurar uma delas bem entre os dedos, meio escorregando de leve. Na ponta dos dedos mas então você se concerta, põe os dois pés no chão e a segura certa porém delicadamente na palma da mão. Ou pelo menos é isso que se espera.


-


Em relação à primavera penso não comentar mais nada [a não ser que algo de surja com relevante pedido]. Aí ficam pra daqui um tempo comentários de verão. Aí se entra na questão da expectativa: para esse, um pedido um pouco difícil de se esperar da vida. Sem exageros de chuva, nada de desmoronamentos ou catástrofes. Enfim.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Correção

Por justiça: a letra do experimento de composição é um poema. Um poema do Cazarim. E, por mais justiça ainda, posto aqui parte de:



Noturno

Todo céu de noites é
Roxo como um hematoma

As estrelas cintilando são
cínicas delicadezas de uma violência.



Pode-se ver que o hematoma real é só no tipo de catarse.
Tomba, Victor, tomba.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

obs.: meu post multimídia não funciona.

tópico primeiro - Pedantismo


Soube esses dias. 
"O céu parece um hematoma roxo." 
Imagine só! uma soprano cantando isso. Imagine uma soprano cantando isso numa linguagem musical incompreensível [não incompreesível no sentido de que, um dia, ainda será compreendida e que, agora, ainda não estamos preparados para; incompreensível no sentido de "meu deus, como alguém conseguiu escrever isso"]. Letra da própria compositora! 
Se eu fosse ela, acordaria to-dos-os-dias pensando como sou vanguarda. Mo-der-na.

Mas tentaria lembrar também de TANTA coisa. Como exemplo, que na década de 50 John Cage fez 4'33". A orquestra entra, o maestro entra. Primeiro movimento. Segundo, terceiro. Nenhuma nota. No final, larga a batuta, puxa o lenço e da testa limpa o suor. Nenhum hematoma nem na letra nem na música e, last but not least, muito menos na platéia. Nenhuma nota.

Muito mais vanguarda e muito mais moderno. Na década de 50. 
E de um bom gosto muito maior. 
[ainda acho que a música deve ter um efeito catársico na platéia. mas discutir essas coisas de conceito ok, fica pra próxima]

[e, como também sou moderno, rs, um post multimídia!]

terça-feira, 23 de setembro de 2008



"Donana Cabriola suspirou tão fundo que passou a andar encurvada."




sábado, 13 de setembro de 2008



às vezes a gente mendiga um pouco amizade por sei lá que razão.


quinta-feira, 4 de setembro de 2008



"My smile becomes a stone
And my chest is open in dreams
For knowing that one day
The world was lost in songs."


Technicolor, dia 6, Martim Cererê.




"O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em qundo para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo."

Alberto Caeiro.


quarta-feira, 3 de setembro de 2008



Lyanna, me lembro sempre de você com este.

"A pesar de que el coronel Aureliano Buendía seguía creyendo y repitiendo que Remedios, la bella, era en realidad el ser más lúcido que había conocido jamás, y que lo demostraba a cada momento con su asombrosa habilidad para burlarse de todos, la abandonaron a la buena de Dios. Remedios, la bella, se quedó vagando por el desierto de la soledad, sin cruces a cuestas, madurándose en sus sueños sin pesadillas, en sus baños interminables, en sus comidas sin horarios, en sus hondos y prolongados silencios sin recuerdos, hasta una tarde de marzo en que Fernanda quiso doblar en el jardin sus sábanas de bramante, y pidió ayuda a las mujeres de la casa. Apenas habían empezado, cuando Amaranta advirtió que Remedios, la bella, estaba transparentada por una palidez intensa.
- ¿Te sientes mal? - le preguntó.
Remedios, la bella, que tenía agarrada la sábana por el otro extremo, hizo una sonrisa de lástima.
- Al contrario - dijo -, nunca me he sentido mejor.
Acabó de decirl, cuando Fernanda sintió que un delicado viento de luz le arrancó las sábanas de las manos y las desplegó en toda su amplitud. Amaranta sintió un temblor misterioso en los encajes de sus pollerines y trató de agarrarse de la sábana para no caer, en el instante en que Remedios, la bella, empezaba a elevarse. Úrsula, ya casi ciega, fue la única que tuvo serenidad para identificar la naturaleza de aquel viento irreparable, y dejó las sábanas a merced de la luz, viendo a Remedios, la bella, que le decia adiós con la mano, entre el deslumbrante aleteo de las sábanas que subían con ella, que abandonaban con ella el aire de los escarabajos y las dalias, y pasaban con ella a través del aire donde terminaban las cuatro de la tarde, y se perdieron con ella para siempre en los altos aires dondo no podían alcanzarla ni los más altos pájaros de la memória."


segunda-feira, 14 de julho de 2008


Conversando com o Beto, lembrei [não que, exatamente, já soubesse antes, mas é do tipo sabedoria popular, dito comum, aliás: óbvio] conversando com o Beto lembrei que quem não consegue decidir a própria vida faz um caos decidindo qualquer vida a dois.


terça-feira, 1 de julho de 2008



O fundo fica por conta da 10ª Sinfonia do Mahler. O quinto movimento, um finale Langsam, schwer, é de uma complacência com a morte linda de se escutar.
[não é um post suicida, mas tem uma dorzinha aqui por me sentir cansado como se tivesse grandes feitos sem ter absolutamente nada]


quarta-feira, 11 de junho de 2008

Café, coca e análise


A caminho de um café candidato ao cotidiano, tudo conspira: uma casa filha-da-puta de velha, a calçada de paralelepípedos filhos-da-puta de fora do lugar, uma rua filha-da-puta de escura. Tombei lindamente [Alexandrino beije meus pés!]. Como me disse Lyanna pouco mais tarde, a partir de certa idade é vergonhoso cair [e isso ela me disse, também!, com base empírica]. Compatível à minha vontade de ficar ali caído babando nas folhas secas da calçada [que tudo nessa época é seco]. Claro que não faltaram os cães latindo: um daqueles pequenos-irritantes [com exceção da Lolita!, um doce literário de cão] e outro daqueles enormes de latido rouco.

Na volta, o outro lado da rua super convidativo, e os cães latindo da mesma forma. Que-vidinha-chata, a deles.


segunda-feira, 9 de junho de 2008



"I could compare my music to white light which contains all colours. Only a prism can divide the colours and make them appear; this prism could be the spirit of the listener."
Arvo Pärt


terça-feira, 27 de maio de 2008



Penélope, querida fiandeira dos tempos, termine logo de tecer essas linhas. Querida e irônica Penélope. Penélope, Pe-né-lo-pe [não, não vou fazer algo meio Nabokov - preciso, aliás, ler esse livro].


sexta-feira, 23 de maio de 2008



Por algum motivo desconhecido, provavelmente precariedade de instalação ou sei lá o quê, o prédio inteiro do Veiga Valle hoje, à hora do nosso ensaio, estava sem iluminação. Foi, então, a orquestra inteira: cada um levando sua cadeira, estante, instrumento, partitura, tudo que fosse cabível para debaixo da mangueira do pátio.
Foi tão bonito, assim que se fez o primeiro compasso da Abertura do Festival Acadêmico [Brahms], o vento levando todas as partituras, que toda orquestra deve ter seu real momento de unidade, mesmo que irreconhecível.


Via Crucis



"Chorou um pouco. Era um belo homem, com barba por fazer e abatidíssimo. Via-se que havia fracassado. Como todos nós. Ele me perguntou se podia ler para mim um poema. Disse que queria ouvir. Ele abriu uma sacola, tirou de dentro um caderno grosso, pôs-se a rir, ao abrir as folhas.
[...]
- Se um dia me suicidar...
- Você não vai se suicidar coisa alguma, interrompi-o, porque é dever da gente viver. E viver pode ser bom. Acredite.
[...]
À porta ele beijou minha mão. Acompanhei-o até o elevador, apertei o botão do térreo e lhe disse: vá com Deus, pelo amor de Deus.
Entrei em casa, fui fechando as luzes, tomei o remédio para dormir. Lembrei que também disse: um dia mato alguém. Não é verdade, não acredito.
Tinha me falado num tiro de misericórdia.
Fiquei fumando, o cachorro me olhava no escuro. Como é que posso ser mãe para esse homem?, pergunto-me e não há resposta.
Não há resposta para nada."


segunda-feira, 28 de abril de 2008



"dizem que: a terra está tão quente e o ar tão seco que os mortos ficam ao meio caminho do céu."




sexta-feira, 25 de abril de 2008



Sentindo Santiago Nasar na pele e segurando as tripas no colo.


domingo, 20 de abril de 2008

do tipo que vai ser totalmente sem graça amanhã.


Raisa: Parei.
Victor: ...
Gustavo: ...

Raisa: ...
Victor: ?
Gustavo: ?

Raisa: ?
Victor: ?
Gustavo: ?

sexta-feira, 11 de abril de 2008



In der düsten Nacht schwebt ein schillerdes Phantom.
Und mein Geheimnis ist vershlossen in mir.
[só para continuar a leva de posts internacionais]




161, 5ª frase:
"Lo fuzilarán a medianoche en el cuartel para que nadie sepa quién formó el pelotón, y lo enterrarán allá mismo."


Pontuações

Relato de racionalização, sentimento ou quaisquer outras baboseiras que se queira acrescentar [coisa que, afinal, anda se fazendo muito].

1- [em resposta a] Que se diga e faça à liberdade que é dada a cada, mas algo é certo: alguma distância atual se deve a fatos momentâneos. Uma amizade de certo-bom tempo perdura "fatos atuais". Quando tudo acabar, pois sim: dizemos que há algo, então quando tudo acabar estaremos aqui, como os sempre-bons-amigos-apesar-de: ombros-choros.

[introdução à pontuação segunda em excertos da Bíblia do Caos, Millôr: 1: fofoca se deve espalhar logo, porque pode ser mentira; 2: quando passar muito tempo sem você saber de alguma fofoca desagradável a seu respeito, verifique bem: você pode ter morrido e esqueceram de lhe comunicar; 3 e mais importante: olha lá: uma fofoca imbecil querendo bancar escândalo.]
2- Chatea pelo levantamento hipócrita de coisas mortas. Chatea pela crença de absurdos ditos por bocas absurdas. Chatea pelo levantamento hipócrita de coisas mortas ditas absurdas por bocas absurdas. Chatea por amizades que soam vivas se minarem, contínuas, desconexas, arrebentadas. Suicídio lento [?] e planejado? Excessivo ócio criativo? Encobrimento de culpas com exaltações para as minhas? Chatea por bocas externas-mortas-sociais dizerem absurdos e os ouvidos [familiares?], vivos, escutarem atentos.

3- Alegra por haver quem seja alheio a isso tudo e diga: quanto aos absurdos, só creio naqueles que saem da tua própria boca.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Só para desabafar como as coisas mudam quando muda a pessoa.
E o quanto isso é revelador, claro.
=]

Lorenzetti e a fonte da verdade

Dormi na queen size da mamãe anteontem. Sozinho em casa, amém.
A torneira do chuveiro pouco aberta, uma goteira insuportável.
Não movi um só pé para me levantar e a fechar.
Que irritação!

Resolvi fazer Música, levantei e fechei a por-ca-ri-a da torneira.

quinta-feira, 27 de março de 2008

desconexão

- Raisa, vamos para São Paulo comigo em maio?
- Vamos!
- Eu falo sério ¬¬.
- Eu também!
- Sério?
- Sério!
- Ah, então tá. Você viu a programação do TacabocanoCD?

terça-feira, 25 de março de 2008

La fossa già scaviam per te, che vuoi sfidar l'amor!
Prima de questa aurora, io chiudo stanca gli occhi per non vederlo più.
Turandot,
Puccini.

terça-feira, 18 de março de 2008

A Sombra confia ao Vento o limite da espera
quando, dentro da noite, reclama o teu amor.
Acorda, vem ver a lua
que dorme na noite escura, que surge tão bela e branca
derramando doçura, clara chama silente
ardendo meu sonhar.
Melodia Sentimental,
Villa-Lobos.

segunda-feira, 10 de março de 2008

trip hop from hell

Eu nunca sonharia que Portishead poderia ser pior em alguma situação.
Inocente, fui, anteontem, colocar o dvd que ele me deu. Que ele. Humming, primeira música.
Humming, meo. Aquela, do primeiro clipe do primeiro dia do primeiro beijo.
Eu nunca sonharia que Portishead poderia ser pior em alguma situação.
Inocente, humming & numb.
Eu nunca sonharia tanta coisa.

segunda-feira, 3 de março de 2008

prévia


Próximo post:

como esse blog perdeu nível & como estou descompassado
ou
como esse blog se tornou algo tipo "diário de uma princesa" & como estou descompassado
ou 
como esse blog virou alguma coisa teen problemas de relacionamento & como estou descompassado
ou 
nem haverá outro post logo [coisa mais provável diante das outras alternativas].



não, não, nada disso.
é vontade de que algo funcione. De que algo nessa nhen de vida dê certo.

mas de quê adianta? nem depende da gente. 
foda


cara, simplesmente não entra na minha cabeça.
COMO?

que bobeira, meo.
essa coisa de levar com humor, ahn, a gente continua tentando.

da minha parte, um pouco de sado-mazô, só pode.


Matéria ingrata

Aquela coisa vai-volta. Ação e reação. Newton, também? Nunca fui bom em física.
A questão é: mão beijada demais nunca funciona. Nunquinha.

Por que simplesmente não se vai vivendo?
indo, sempre se chega a algum lugar. O problema seria esse? Chegar a?

3/4      5/16  
     2/2                            3/4        

                  6/8   

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008


a pessoa sem o que realmente escrever
 vai e enche o blog de abobora sentimental


repeat please2

aquela velha coisa de deslumbre e desalinho

um 3/4, dois  5/16, alguns  2/2, volta num 3/4, passa pra 6/8.
isso chama arritmia cardiaca.


repeat please

Dai que a gente vai levando tudo com certo humor mesmo que negro. Conta que: estou tentando.

tentando & doendo & sindrome Abreu.

que dragoes nao conhecem o paraiso


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

eu nunca me arrependo, entende?
nunca me arrependo de cair de cara.

tem algo errado nisso.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

tutti da capo al fine, assim como deve ser
que a gente realmente vai levando as coisas com certo humor
me auto-destruir, pleonasmo vicioso, vi'cio de linguagem
     veja como quiser, linguagem vi'cio 
lingua vi'cio
lingua boca mente pele vi'cio
veja ai'

Apelo

Aquela coisa boba de vibracao, certo? Bobeiras de vibe, ahn? merda
Ai' que nao sai'a Me and Mr. Jonnes da minha cabeca. Primeira estrofe ainda, acho.

Absoluta certeza que foi por isso. Ondinha errada. Ma's vibracoes. So' pode.
So'.

incenso maome reza thor sacrificio e vela preta buda oxum buzios taro quaquer coisa

Andante ostinato




A gente vai levando, tentando ver as coisas com certo humor.




mas ficar em casa m-e-s-m-o nunca resolve nada
a gente acaba saindo em sol e chuva

Barreiro

Nesses tempos de chuva a gente acaba sem muita sorte [coisa de crendice non sense, para variar: sol humor gente bonita tudo certo beleza pura], e Entao nesses tempos de chuva a gente acaba sem muita sorte.
Desmoronamento, soterramento, desabamento. Terra, terra.
Enfim.

So' que chuva de verao tem essa vantagem: se chove toda e depois sai aquele sol de lascar. Sol de lascar em hemisferio sul, por favor me respeite,
cega queima
arde
irrita doi
cancer
machuca

No final das contas deve ser melhor mesmo e' ficar dentro de casa.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Lembrete-resposta



                              aquele segundo, o que nao se viveu la um pouco atras, aquele segundo se retomou em um deslumbre so


deslumbre e desalinho.


[que essa de andar de coracao certo nao funciona muito desde, ahn, desde]




zero a esquerda em computacao.


[ainda nao consegui colocar os acentos desse teclado]




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Missa

a questao e: 
sempre se exige mais que se pode,
sempre se pede mais que se deve, 
sempre se cobra mais que o possivel, 
sempre se da menos que se pede, 
sempre se ignora o que se cobra, 
sempre se pode menos que se exige,

sempre falta algo que nao,
bote atras doutro, e
o problema e: 
sempre e preciso, tambem, precaucao: alem de cobrar, pedir, exigir e ignorar, se morre.
Importante.

Isso nuca soa la muito agradavel.

Nota familiar




Quem nunca disse
                       "lar, doce lar", 
por maior que seja essa amargura que trava lingua?




quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Notas visuais

Para registrar a impressao de El Templo Expiatório de la Sagrada Familia.

Sabe aquela cor, um marrom sujo de tempo e desgaste, aquele marrom e aquele formato.
Aquele marrom sujo de tempo e desgaste e aquele formato, ou aqueles formatos que uma mente criativa, ou louca, chame como quiser, ou aqueles formatos que uma mente criativa e louca se repete pouco, aquele marrom sujo de tempo e desgaste e todos aqueles formatos fazem achar:

El Templo se ergue por forca divina.
Nasce do firmamento e sobe ate o azul que e o ceu de Barcelona, mesmo no inverno.
Nasce e diz: entra, olha a grandeza do deus. Reza, confessa, que, quando a ultima beira do Trono na Terra sentir o ar, os arcanjos dos portais soarao as trombetas. Reza, e a besta de sete cabecas surgira' dos oceanos; implora.





O.k., deixando de viagem, que isso foi suficiente para um ano todo: tudo isso seria maravilhosamente assombroso caso eu fosse religioso.
Como nao, =], digo que Gaudi sabe impressionar. Sabe trasmitir a mensagem de fe atraves do seu projeto maximo. Ou que nao de fe, de grandeza. E sabia exatamente o que qualquer um sentiria aos pes da sua obra ainda inacabada: a pequenez do homem.

Agradecimento

Voltando la atras. Muito atras. Ou nem tanto, quase nao escrevo nesse blog. Mas entao, voltando la no primeiro post: ressalto para o fato de eu sempre esquecer.

Pois que milagres acontecem e a unica coisa que faco agora e lembrar.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Nota

Para constar que nunca foi tao feliz escutar a voz de alguém.

Desalinho

Preguiça enorme de postar desde que cheguei no Velho Mundo. Ainda mais com esse teclado sem agudo, til, cedilha etc etc. Agora que achei um teclado COM tudo isso, amém, vou escrever. Estava, sim, procrastinando.

Mas depois de ontem à noite, nao deu.
Dividindo o quarto com outras 11 pessoas, tentando ignorar o ronco de um senhor portugues que faz nao sei o que em um hostel, tentando ignorar o casal de franceses que achava estarem todos dormindo, tentando ignorar tudo isso: a imagem de cada canto de boca, de cada olhar, de cada momento, de cada detalhe vagarosamente buscado na memória. Na melhor as memórias dos últimos tempos.

Porque isso, em volta de tanta maravilha, em volta de Gaudí, Dalí, Calatrava, porque isso é o meu desalinho. Tento nunca repetir títulos, às vezes acho der, mas agora nao deu.

Você é meu desalinho, meu bonito desalinho no primeiro mundo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Vida

Amanhã parto em direção a um sonho.
Amanhã parto outro sonho ao meio.

À volta, me aguardam as mãos que acalmam e que poderão tratar o mal do segundo de vida que não se viveu.
Amém.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Amy

que a Winehouse, apesar de porra-louca, une.
"Meet you down stairs [...]"
Ficou a dica.

sábado, 22 de dezembro de 2007

"Não consigo dormir, tenho uma mulher atravessada nas pálpebras."

Fica a dica.
Fica a dica, always.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

[só comentando]

Sabe que: quando algo inesperado te acontece, é tão melhor. Fato.
Falta uma semana para eu sair da Terrinha. [apesar de]
E também apesar de, a gente vai vivendo.

Deus-orkut

Sorte de hoje: esqueça os problemas e seja feliz.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Engana que não gosto

Sabe quando acontecem enganos? Uma pessoa diz uma coisa que a outra disse tal que a fulana falou aquilo?
Pois então: nem conheço uma tal de Pandora e ela já está me causando problemas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

"[...] e entre genialidade e loucura, o abismo do peso da tristeza materna [...]"

só que: às vezes tenho a impressão de que mãe adora não entender as coisas, adora dramatizar, adora exagerar, adora continuar vendo por outro lado.
adora dizer: "eu falhei" sendo que falhou nada. Mas elas sabem que isso afeta.
Que-merda.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Galeando Galeano

"Assovia o vento dentro de mim.
Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contravento, e sou o vento que bate em minha cara."
"Pelos caminhos eu vou, como o burrinho de São Fernando, um pouquinho a pé e outro pouquinho andando.
Às vezes me reconheço nos demais. Me reconheço nos que ficarão, nos amigos abrigos, loucos lindos de justiça e bichos voadores da beleza e demais vadios e mal cuidados que andam por aí e que por aí continuarão, como continuarão as estrelas da noite e as ondas do mar. Então, quando me reconheço neles, sou o ar aprendendo a saber-me continuado no vento.
Acho que foi Vallejo, César Vallejo, que disse que às vezes o vento muda o ar.
Quando eu já não estiver, o vento estará, continuará estando."

sábado, 1 de dezembro de 2007

Elogio

Não, nada de Erasmo, amém, que isso nada tem com Moria, Stultitia nem nada, ou talvez tenha, mas é que não deixa de ser um elogio. A quê eu ainda estou tentando descobrir. À vida, talvez, à falta dela, quem sabe.
A falta de graça é que, num tal momento em que eu deveria estar rindo mais que o normal, me divertindo mais que o normal e brindando como sempre, na verdade segurava o choro até doer a garganta para não soluçar.
Minha sorte de hoje do deus-orkut diz que tenho a cabeça aberta. Como, e como, eu queria ser fechado nesse momento, tentar não entender as coisas, não ver quão triste é furacão de pedra em que me [nos] encontro [amos]. Na natureza ainda é bonito, mesmo que ainda se levante uma casa ou outra ou se arranque pelas raízes uma árvore. O meu soterra, empedra, fura, engole, vê.
Como sempre achei, mesmo não sendo idéia originalíssima, ver sempre é pior. Quando a gente precisa ser míope, nem pensar, certo? Então que é a frustração do dia de ontem. Acontece esporadicamente, mas a noite passada foi de tirar o fôlego.
Eu sentado na sacada e a vida acontecendo como nunca. É de se ver que as coisas mais simples do mundo podem valer uma tarde de choros e pesares.
Sabe que o que mais dói é saber que não se pode fazer nada a respeito. Ou se pode, mas e daí?
Sobre ela, que ontem reapareceu do nada na casa, digo que nunca tive visão de tão triste beleza. Como minha esfinge, tenho que te confessar: doeu lá no fundo de seja lá que coisa tenho em mim. Como entender um brilho que se faz tão opaco? É de tanto não suportar "inconstância de vida"? Que se há algo que se pode não-dizer a vida é isso: constante. E num desses momentos de interrompimento, num desses "hiatos", admito, é que me veio luz. A benfeitoria dessa coisa de cortes.
E outras, muitas outras coisas me vieram ontem à noite. Parecerá idiotice tentar escrever tudo aqui. Já é bobagem tentar descrever uma parte de ontem. Tantas linhas e não consigo transpassar nada do que foi.
Mas enfim, acabou sendo elogio à descoberta.

Que se encontre a cabeça de Midas, pois a minha: vai saber.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

só para constar o orkut ser incrível:
Sorte de hoje: Quando chegar o inverno, os céus mandarão chuvas de sucesso para você.

até parece que ele adivinhou que acabei de comprar minhas passagens.

domingo, 18 de novembro de 2007

Nota Européia

[a primeira parte de muitas outras notas que irão vir, amém]

*

Cerrado de cú é rola.

*

E enquanto algumas pessoas patinarão naquela bofera do shopping, me divirto pensando que vou usar algum lago congelado da Alemanha ou Áustria ou República Tcheca ou Hungria [que fique à escolha].

*

Voltarei a pessoa mais insuportável do mundo.
Na orquestra: "aah, vc comprou o dvd do Messiah com a BPO e o Rattle? Ah, sim... estava lá nesse concerto."
Nas conversas: "pô, legal, vc fez uma tatuagem! Bom, né? Também fiz uma, lá em Berlin."
Nos bares, brincando: "eu nunca peguei alguém na Alemanha [bebo], nem na França [bebo], ... ... ..."

*

A despedida, no aeroporto:
Mãe, não precisa chorar, são só dois meses... ASIUFHISULAFHULISAFHUILSAHFUA.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Para desentender

"Que seja morto de morte natural pra sempre na forca."


Nem de longe. Dá certo não.
No fim das contas, Anna das ruas largas.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Semana

Descobrir quão rápido um sorriso se fecha é péssimo. Ainda mais vindo de quem vem, veio, virá, vai saber. Para provar que no princípio, além de céu e terra, já se fez a falta, a falha, a saudade por ter sido um dia diferente dos outros e a vontade de somente tomar um capuccino. Estranho saudar rotina.
De simples soa bobo, mas devemos lembrar que um abismo pode ser visto como simples fim de terra. Se consta então o fato de qualquer simples se fazer fim de nós.
Péssima segunda, mal espero pelo resto da semana.

sábado, 3 de novembro de 2007

Como ia dizendo

Depois de boa data sem lembrar da existência disso, venho para fazer apontamentos gerais sobre ocorridos. Pouco compreensíveis se lidos por fora.
Mas então:

Saquei tudo. Mel nunca mais, tsc tsc, nunquinha, nem com leite e muito menos com aveia.

*

No príncípio, deus criou o céu, a terra e alguma coisa que eu esqueci o que. Foram muitas variações, Lyanna me ajude.

*

Puff, puff, puff. Uns 3 milhões a menos.

*

Perfeito. Mas Hyper-ballad seguida de Pluto já é sacanagem.

*

Jack Johnson já esteve mais em voga, mas se mostrou de fácil retorno.

*

Não permitir que Nayara converse com estranhos. Muito menos aqueles com mais de 90kg ou quarentões maníacos.

*

Coisas a ainda serem lembradas.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Nota metereológica







Depois de tal filhadaputagem, cheguei em casa quase que carregado involuntariamente por essa ventania que abateu a Terrinha. O teclado do computador nesse momento está praticamente vermelho de pó, que essa base morta de cerrado nem pra ser preta ou roxa [e isso ainda seria esperar muito dessa cidade?, que se faz tão própria a terras roxas? absurdo]

E hoje choveu dum tanto que não há muito, apesar do céu aparentemente [aliás: de fato] límpido. Límpido de nuvens porque, como disse, ventou, ventou, ventou e o céu ficou vermelho de coração e poeira.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Precaução

ok.
O Orkut acaba de me predizer uma velhice saudável e com riqueza material.

Só não sei se tenho que começar a tomar cuidado com a rua agora ou daqui a uns anos.

Apanhado

Um geral literário de o que acabei sendo ou tendo para dentro.

Pois que acabou em mim:

Manfred Zackheim, vá para o inferno.
Alec Guideon, está demitido.
Antoine, me tornei estúpido.
Jean-Baptiste Grenoille, devorado de beleza e amor.
Carlos Eduardo da Maia: amo-a, amo-a.
Chicó: só sei que foi assim.
Amaro, tu és meu amor e meu ódio.
A velha, feliz aniversário.
Sou o ovo que se quebra.
Ilana, apague o fogo do meu inferno.
A abolição do eu: a era anterior ao nascimento e posterior à morte.
Sou Alice: que direção devo tomar?
e gato: só depende de onde quer chegar.
- A qualquer lugar.
- Pois que não importa que caminho tomar.
Read the directions. Directly you'll be directed to the right direction.
Sou o ar: me entro nos pulmões neste momento e me torno o mais íntimo que serei de mim.
João da Ega, morte às beatas!
e Maria Monforte: coitado, vai ficar encharcado.
Olívio, fiz pensando em você.
Dom Pedro, por quê fazer o vão da ponte muito maior que a largura do rio?
Macabéa, me predirão casacos de pele e morrerei assim que sair à rua.
Malone: vou consultar meu espírito destinado à ruína e ao fracasso, e o mundo por fim abre seus grandes lábios e me deixa partir.
Quintana,

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, não fora
A presença distante das estrelas!

E por que não Hagar?: a lua é grande bola de queijo.
Millôr, devora-me ou te decifro.
Pessoa: não sou e, pensando, tenho o trono. Não querendo, desejando, tenho a coroa.
Bento, fui ou não fui?
Eduardo Marciano, faço da interrupção um novo caminho e da queda um passo de dança.
Ulisses, tenho a voz lenta e arrastada por sofrer de vida e de amor, e penso o seguinte:
Sou Lóri, me canso por não parar de ser.
Viramundo: Après moi, lê déluge!, L’État c’est moi, Le leon estroi dês animales.
Sou Remedios, a Bela, pessoa mais lúcida desta casa [segundo o coronel Buendía].
Aureliano Babilônia, trago comigo o fim de Macondo.
Sou a friagem, dê-me borboletas e as comerei.


Sou o sol que me seca,
a lágrima para dentro.
O cosimento: a flor de lis.

domingo, 14 de outubro de 2007

Nota mental

Nunca mais ir ao Zampollo com Raisa, Bruno e Parker. Não que não tenha sido agradável.
Mas é que eu planejo me casar e mudar pro interior da Alemanha, cuidar de porquinhos e crianças rosadas.
Porque no final das contas a gente cantou para todos que quisessem e não quisessem escutar Sandy e Júnior, todos - T O D O S - os hits-disney [inclusive entoei lindamente o hit-maléfico Úrsula, de A Pequena Sereia. E muitas mesas em volta, muitas], todos os funks mais antigos do Brasil, Forró, Sertanejas, Britney, enfim. Tudo que você não pode cantar num lugar como o Zampollo.

Depois nem posso reclamar da falta de pessoas. Numas andanças como essa... posso reclamar não.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Ponte Bonn - Primário

Só a título de observação:

Não é que na quarta que vem, dia 17, se não me engano, uma pupilo de míseros 11 ou 12 anos, não sei bem, tocará o Pianokonzert no.1 do Beethoven com a gente? medinho dela.

Às 20:30, Teatro Goiânia, como sempre.

Lyanna em: A Ferrugem

Depois de muitos muitos dias, com certeza semanas, meses, me arrisco dizendo anos, nossa querida Lyanna resolve dar uma cantada.

Estávamos no sinaleiro, coisa básica, a caminho de um café qualquer como sempre.
Eis que pára ao lado alguém que por motivo ou outro despertou sentimento em nossa desprecavida personagem. Lyanna pula ao volante, se empolga, anima, olha, olha, "Victor cadê um papel para eu anotar meu telefone e tacar pela janela", "não há nenhum, Lyanna, vai na cantada", pula, pula, olha, descarta a hipótese de ser algo que não hétero
e resolve:
joga o cabelo, coloca cabeça para fora e canta. Definitiva. Certeira.

- Moço, seu carro tem cachorro?

Não, não, muito triste, isso. Definitiva, cabelos tampando o que fosse possível, certeira. Fomos pro café sem restar mais que muitas risadas e a certeza de que, na próxima, ela vai pedir o telefone do carro.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

The question is

Já deixando a língua da rainha para trás, passando a perna em Shakespeare, travando a língua de Hamlet.
Porque no final das contas "ser" não nos é condicional, amém, mas o que fazer disso é um problema.

Vamos então adotar Sabino:


o diretor do lugar ia dizendo ao grande mentecapto, que acabara de entrar para o hospício:

"Qual a sua encarnação? Napoleão ainda devemos ter uns três ou quatro. Temos também um que é grão de milho, não pode ver uma galinha foge correndo. E tem outro que é justamente a galinha, vive a perseguir o pobre grão de milho, cacarejando. Tem um que é uma cafeteira, passa o dia inteiro com um braço na cintura e outro pra cima. Mas não serve ninguém, acho que está vazia. Dom Pedro Segundo temos dois. O último morreu de tanto grito do Ipiranga que deu. Não escolha Tiradentes, que o último que tivemos acabaram enforcando. Foi preciso que Caxias, O Pacificador, viesse botar ordem nessa joça, que isso aqui estava uma loucura, se me permite a redundância, hihihi. Vou lhe dar um conselho: seja coisa, não seja gente. Coisa é muito melhor. Uma coisa bem macia, fofa... Uma nuvem, por exemplo. Eu vou lhe contar um segredo, peço que não conte a ninguém. Quando vim para cá, minha intenção era ser uma nuvem, mas não pude porque tinha que andar pelado e isso era incompatível com minha condição de Diretor. Já imaginou uma nuvem de calças? Hihihi."

Sabe: travando a língua do Víctor, essa é a verdade.
Mas estou em dúvida ainda.

domingo, 7 de outubro de 2007

Notas segundas de fim de dia

Querido diário: hoje não gastei 450 reais porque deus ajuda na hora da tentação.

*

Perdi a inscrição da federal. Meu próximo ano será apenas meu, meu, meu. Só não tenho certeza de quão bom isso me pode ser.
Agora é arrumar o mais rápido possível minhas passagens pra Europa, meu Essenfelder e juízo.

*

"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro."

*

"Não sou nada. [...] À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Ponte New York - Bonn

Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás.
Maestro Eliseu Ferreira.

04/10/2007

Repertório:
- Sinfonia no. 7, L. van Beethoven.
- Rhapsody in Blue, G. Gershwin. *Solista convidada: Éricka Vilela, piano.


Vai ser bom.

Pérolas

Sair do Classe agora nesse fim de ano e entrar no Sigma realmente me deu ares de graça. Literalmente.

Envolta num constante clima de asneiras, a minha sala nova.
Já escutei de uma menina que na Rússia se fala alemão [se vc chegar lá falando russo mesmo eles vão te olhar com cara feia, tenha certeza]. Já teve professor de história anulando questão minha quando eu respondi que não houve participação popular no ato da Independência [?]. Outro que perguntou quais eram as características em comum das Revoluções Burguesas [b-u-r-g-u-e-s-a-s].
Mas certo diálogo merece destaque. Fiquei só escutando.

Weasley: - Nossa, imagina só você e seu namorado na Torre Eiffel... Ah nem, ela já tá meio torta e, do jeito que vcs trepam, vão terminar de acabar com ela.
Fernanda: - Er seu burro, a torta é a de Pizza. A Eiffel fica em Paris também, mas é aquela vermelha.
Quem cala consente, entrei na conversa:
- Der, a de Pizza que é a vermelha, e a Eiffel não fica "também" em Paris: fica em Berlim.

Magnífico, isso de estudar lá.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Notas de fim de dia

Me veio que, talvez, dez por cento de mim seja praga para toda minha árvore genealógica. Ou talvez eu ainda esteja errado.

*

Sorte de hoje no orkut: você é perspicaz.
Não é comentário que se faça, não. E espero que essa sensação de temporalidade por ser minha "sorte de hoje" - bastante ênfase no "hoje" - seja só impressão.

*

Juro que: só estou terminando essa merda de terceiro ano porque verei Björk no fim de outubro. Porque my heart is so broken, porque o tédio desse momento poderia me fazer explode this body of me. E então ela vai chegar e fazer zing buum. I'll ring the bell, be at the top of the mountain, and i'll overcome, because she's my secret code carved, she is my pagan poetry, and i do: i believe in dreams and can't stand the wait.

domingo, 30 de setembro de 2007

Constatações iniciais

Terrível esse ser o terceiro blog que eu faço por razão tão única e dã.
Não fosse o fato de eu sempre esquecer as senhas, logins, perguntas-respostas, o nome que inventei pro cachorro, então: não fosse o fato de eu sempre esquecer, estaria ainda hoje com meu primeiro blog.

O pior disso é ter que inventar nomes. Terrível.
Tentei de tudo, e ainda vale ressaltar o blog aquelas.blogspot.com [sim, queria esse nome] que, de uma forma incrível, copiou toda a capa da Bíblia do Caos em seu subtítulo. E sem crédito algum pro Millôr.

Enfim, espero que este aqui dure.
 

Miopismos © 2008. Chaotic Soul :: Converted by Randomness