quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Rápidas brasilienses
sábado, 15 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
p.s.: nem falo das traças do blog que é capaz de se organizarem num motim.
terça-feira, 24 de março de 2009
Theatro S. Joaquim
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Indeed
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
Em resposta: o verão

domingo, 12 de outubro de 2008
Considerações primaveris
"No te engañó la primavera
con besos que no floreciéron?"
XLVI, Livro de las preguntas, Pablo Neruda.
Ou todas aquelas pequenas flores amarelas que só fazem cair. Há por toda Goiânia. E então uma rua-tapete de florescidas que só caem e passam.
2 - Da auto-sabotagem
Pior sempre é um coração partido que não teve por quem se partir.
3 - Da sorte
Acontece que, de vez em quando, quando aquelas flores estão caindo, aquelas lá da primeira consideração, quando aquelas flores estão caindo, caso se ponha bem na ponta dos pés, esticando bastante o corpo todo, os braços, quando aquelas flores estão caindo por sorte talvez se consiga segurar uma delas bem entre os dedos, meio escorregando de leve. Na ponta dos dedos mas então você se concerta, põe os dois pés no chão e a segura certa porém delicadamente na palma da mão. Ou pelo menos é isso que se espera.
-
Em relação à primavera penso não comentar mais nada [a não ser que algo de surja com relevante pedido]. Aí ficam pra daqui um tempo comentários de verão. Aí se entra na questão da expectativa: para esse, um pedido um pouco difícil de se esperar da vida. Sem exageros de chuva, nada de desmoronamentos ou catástrofes. Enfim.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Correção
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
tópico primeiro - Pedantismo
terça-feira, 23 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
And my chest is open in dreams
For knowing that one day
The world was lost in songs."
Technicolor, dia 6, Martim Cererê.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em qundo para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo."
Alberto Caeiro.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
"A pesar de que el coronel Aureliano Buendía seguía creyendo y repitiendo que Remedios, la bella, era en realidad el ser más lúcido que había conocido jamás, y que lo demostraba a cada momento con su asombrosa habilidad para burlarse de todos, la abandonaron a la buena de Dios. Remedios, la bella, se quedó vagando por el desierto de la soledad, sin cruces a cuestas, madurándose en sus sueños sin pesadillas, en sus baños interminables, en sus comidas sin horarios, en sus hondos y prolongados silencios sin recuerdos, hasta una tarde de marzo en que Fernanda quiso doblar en el jardin sus sábanas de bramante, y pidió ayuda a las mujeres de la casa. Apenas habían empezado, cuando Amaranta advirtió que Remedios, la bella, estaba transparentada por una palidez intensa.
- ¿Te sientes mal? - le preguntó.
Remedios, la bella, que tenía agarrada la sábana por el otro extremo, hizo una sonrisa de lástima.
- Al contrario - dijo -, nunca me he sentido mejor.
Acabó de decirl, cuando Fernanda sintió que un delicado viento de luz le arrancó las sábanas de las manos y las desplegó en toda su amplitud. Amaranta sintió un temblor misterioso en los encajes de sus pollerines y trató de agarrarse de la sábana para no caer, en el instante en que Remedios, la bella, empezaba a elevarse. Úrsula, ya casi ciega, fue la única que tuvo serenidad para identificar la naturaleza de aquel viento irreparable, y dejó las sábanas a merced de la luz, viendo a Remedios, la bella, que le decia adiós con la mano, entre el deslumbrante aleteo de las sábanas que subían con ella, que abandonaban con ella el aire de los escarabajos y las dalias, y pasaban con ella a través del aire donde terminaban las cuatro de la tarde, y se perdieron con ella para siempre en los altos aires dondo no podían alcanzarla ni los más altos pájaros de la memória."
segunda-feira, 14 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
[não é um post suicida, mas tem uma dorzinha aqui por me sentir cansado como se tivesse grandes feitos sem ter absolutamente nada]
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Café, coca e análise
Na volta, o outro lado da rua super convidativo, e os cães latindo da mesma forma. Que-vidinha-chata, a deles.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Foi tão bonito, assim que se fez o primeiro compasso da Abertura do Festival Acadêmico [Brahms], o vento levando todas as partituras, que toda orquestra deve ter seu real momento de unidade, mesmo que irreconhecível.
Via Crucis
segunda-feira, 28 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Pontuações
1- [em resposta a] Que se diga e faça à liberdade que é dada a cada, mas algo é certo: alguma distância atual se deve a fatos momentâneos. Uma amizade de certo-bom tempo perdura "fatos atuais". Quando tudo acabar, pois sim: dizemos que há algo, então quando tudo acabar estaremos aqui, como os sempre-bons-amigos-apesar-de: ombros-choros.
[introdução à pontuação segunda em excertos da Bíblia do Caos, Millôr: 1: fofoca se deve espalhar logo, porque pode ser mentira; 2: quando passar muito tempo sem você saber de alguma fofoca desagradável a seu respeito, verifique bem: você pode ter morrido e esqueceram de lhe comunicar; 3 e mais importante: olha lá: uma fofoca imbecil querendo bancar escândalo.]
2- Chatea pelo levantamento hipócrita de coisas mortas. Chatea pela crença de absurdos ditos por bocas absurdas. Chatea pelo levantamento hipócrita de coisas mortas ditas absurdas por bocas absurdas. Chatea por amizades que soam vivas se minarem, contínuas, desconexas, arrebentadas. Suicídio lento [?] e planejado? Excessivo ócio criativo? Encobrimento de culpas com exaltações para as minhas? Chatea por bocas externas-mortas-sociais dizerem absurdos e os ouvidos [familiares?], vivos, escutarem atentos.
3- Alegra por haver quem seja alheio a isso tudo e diga: quanto aos absurdos, só creio naqueles que saem da tua própria boca.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Lorenzetti e a fonte da verdade
A torneira do chuveiro pouco aberta, uma goteira insuportável.
Não movi um só pé para me levantar e a fechar.
Que irritação!
Resolvi fazer Música, levantei e fechei a por-ca-ri-a da torneira.
quinta-feira, 27 de março de 2008
desconexão
- Vamos!
- Eu falo sério ¬¬.
- Eu também!
- Sério?
- Sério!
- Ah, então tá. Você viu a programação do TacabocanoCD?
terça-feira, 25 de março de 2008
terça-feira, 18 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
trip hop from hell
Inocente, fui, anteontem, colocar o dvd que ele me deu. Que ele. Humming, primeira música.
Humming, meo. Aquela, do primeiro clipe do primeiro dia do primeiro beijo.
Eu nunca sonharia que Portishead poderia ser pior em alguma situação.
Inocente, humming & numb.
Eu nunca sonharia tanta coisa.
segunda-feira, 3 de março de 2008
prévia
Matéria ingrata
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
repeat please2
repeat please
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Apelo
Barreiro
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Lembrete-resposta
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Missa
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Notas visuais
Agradecimento
domingo, 20 de janeiro de 2008
Desalinho
Mas depois de ontem à noite, nao deu.
Dividindo o quarto com outras 11 pessoas, tentando ignorar o ronco de um senhor portugues que faz nao sei o que em um hostel, tentando ignorar o casal de franceses que achava estarem todos dormindo, tentando ignorar tudo isso: a imagem de cada canto de boca, de cada olhar, de cada momento, de cada detalhe vagarosamente buscado na memória. Na melhor as memórias dos últimos tempos.
Porque isso, em volta de tanta maravilha, em volta de Gaudí, Dalí, Calatrava, porque isso é o meu desalinho. Tento nunca repetir títulos, às vezes acho der, mas agora nao deu.
Você é meu desalinho, meu bonito desalinho no primeiro mundo.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Vida
Amanhã parto outro sonho ao meio.
À volta, me aguardam as mãos que acalmam e que poderão tratar o mal do segundo de vida que não se viveu.
Amém.
domingo, 23 de dezembro de 2007
sábado, 22 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Sabe que: quando algo inesperado te acontece, é tão melhor. Fato.
Falta uma semana para eu sair da Terrinha. [apesar de]
E também apesar de, a gente vai vivendo.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Engana que não gosto
Pois então: nem conheço uma tal de Pandora e ela já está me causando problemas.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
só que: às vezes tenho a impressão de que mãe adora não entender as coisas, adora dramatizar, adora exagerar, adora continuar vendo por outro lado.
adora dizer: "eu falhei" sendo que falhou nada. Mas elas sabem que isso afeta.
Que-merda.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Galeando Galeano
Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contravento, e sou o vento que bate em minha cara."
sábado, 1 de dezembro de 2007
Elogio
A falta de graça é que, num tal momento em que eu deveria estar rindo mais que o normal, me divertindo mais que o normal e brindando como sempre, na verdade segurava o choro até doer a garganta para não soluçar.
Minha sorte de hoje do deus-orkut diz que tenho a cabeça aberta. Como, e como, eu queria ser fechado nesse momento, tentar não entender as coisas, não ver quão triste é furacão de pedra em que me [nos] encontro [amos]. Na natureza ainda é bonito, mesmo que ainda se levante uma casa ou outra ou se arranque pelas raízes uma árvore. O meu soterra, empedra, fura, engole, vê.
Como sempre achei, mesmo não sendo idéia originalíssima, ver sempre é pior. Quando a gente precisa ser míope, nem pensar, certo? Então que é a frustração do dia de ontem. Acontece esporadicamente, mas a noite passada foi de tirar o fôlego.
Eu sentado na sacada e a vida acontecendo como nunca. É de se ver que as coisas mais simples do mundo podem valer uma tarde de choros e pesares.
Sabe que o que mais dói é saber que não se pode fazer nada a respeito. Ou se pode, mas e daí?
Sobre ela, que ontem reapareceu do nada na casa, digo que nunca tive visão de tão triste beleza. Como minha esfinge, tenho que te confessar: doeu lá no fundo de seja lá que coisa tenho em mim. Como entender um brilho que se faz tão opaco? É de tanto não suportar "inconstância de vida"? Que se há algo que se pode não-dizer a vida é isso: constante. E num desses momentos de interrompimento, num desses "hiatos", admito, é que me veio luz. A benfeitoria dessa coisa de cortes.
E outras, muitas outras coisas me vieram ontem à noite. Parecerá idiotice tentar escrever tudo aqui. Já é bobagem tentar descrever uma parte de ontem. Tantas linhas e não consigo transpassar nada do que foi.
Mas enfim, acabou sendo elogio à descoberta.
Que se encontre a cabeça de Midas, pois a minha: vai saber.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Sorte de hoje: Quando chegar o inverno, os céus mandarão chuvas de sucesso para você.
até parece que ele adivinhou que acabei de comprar minhas passagens.
domingo, 18 de novembro de 2007
Nota Européia
*
Cerrado de cú é rola.
*
E enquanto algumas pessoas patinarão naquela bofera do shopping, me divirto pensando que vou usar algum lago congelado da Alemanha ou Áustria ou República Tcheca ou Hungria [que fique à escolha].
*
Voltarei a pessoa mais insuportável do mundo.
Na orquestra: "aah, vc comprou o dvd do Messiah com a BPO e o Rattle? Ah, sim... estava lá nesse concerto."
Nas conversas: "pô, legal, vc fez uma tatuagem! Bom, né? Também fiz uma, lá em Berlin."
Nos bares, brincando: "eu nunca peguei alguém na Alemanha [bebo], nem na França [bebo], ... ... ..."
*
A despedida, no aeroporto:
Mãe, não precisa chorar, são só dois meses... ASIUFHISULAFHULISAFHUILSAHFUA.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Para desentender
Nem de longe. Dá certo não.
No fim das contas, Anna das ruas largas.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Semana
sábado, 3 de novembro de 2007
Como ia dizendo
Mas então:
Saquei tudo. Mel nunca mais, tsc tsc, nunquinha, nem com leite e muito menos com aveia.
*
No príncípio, deus criou o céu, a terra e alguma coisa que eu esqueci o que. Foram muitas variações, Lyanna me ajude.
*
Puff, puff, puff. Uns 3 milhões a menos.
*
Perfeito. Mas Hyper-ballad seguida de Pluto já é sacanagem.
*
Jack Johnson já esteve mais em voga, mas se mostrou de fácil retorno.
*
Não permitir que Nayara converse com estranhos. Muito menos aqueles com mais de 90kg ou quarentões maníacos.
*
Coisas a ainda serem lembradas.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Nota metereológica

E hoje choveu dum tanto que não há muito, apesar do céu aparentemente [aliás: de fato] límpido. Límpido de nuvens porque, como disse, ventou, ventou, ventou e o céu ficou vermelho de coração e poeira.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Precaução
O Orkut acaba de me predizer uma velhice saudável e com riqueza material.
Só não sei se tenho que começar a tomar cuidado com a rua agora ou daqui a uns anos.
Apanhado
Pois que acabou em mim:
Manfred Zackheim, vá para o inferno.
Alec Guideon, está demitido.
Antoine, me tornei estúpido.
Jean-Baptiste Grenoille, devorado de beleza e amor.
Carlos Eduardo da Maia: amo-a, amo-a.
Chicó: só sei que foi assim.
Amaro, tu és meu amor e meu ódio.
A velha, feliz aniversário.
Sou o ovo que se quebra.
Ilana, apague o fogo do meu inferno.
A abolição do eu: a era anterior ao nascimento e posterior à morte.
Sou Alice: que direção devo tomar?
e gato: só depende de onde quer chegar.
- A qualquer lugar.
- Pois que não importa que caminho tomar.
Read the directions. Directly you'll be directed to the right direction.
Sou o ar: me entro nos pulmões neste momento e me torno o mais íntimo que serei de mim.
João da Ega, morte às beatas!
e Maria Monforte: coitado, vai ficar encharcado.
Olívio, fiz pensando em você.
Dom Pedro, por quê fazer o vão da ponte muito maior que a largura do rio?
Macabéa, me predirão casacos de pele e morrerei assim que sair à rua.
Malone: vou consultar meu espírito destinado à ruína e ao fracasso, e o mundo por fim abre seus grandes lábios e me deixa partir.
Quintana,
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, não fora
A presença distante das estrelas!
E por que não Hagar?: a lua é grande bola de queijo.
Millôr, devora-me ou te decifro.
Pessoa: não sou e, pensando, tenho o trono. Não querendo, desejando, tenho a coroa.
Bento, fui ou não fui?
Eduardo Marciano, faço da interrupção um novo caminho e da queda um passo de dança.
Ulisses, tenho a voz lenta e arrastada por sofrer de vida e de amor, e penso o seguinte:
Sou Lóri, me canso por não parar de ser.
Viramundo: Après moi, lê déluge!, L’État c’est moi, Le leon est lê roi dês animales.
Sou Remedios, a Bela, pessoa mais lúcida desta casa [segundo o coronel Buendía].
Aureliano Babilônia, trago comigo o fim de Macondo.
Sou a friagem, dê-me borboletas e as comerei.
Sou o sol que me seca,
a lágrima para dentro.
O cosimento: a flor de lis.
domingo, 14 de outubro de 2007
Nota mental
Mas é que eu planejo me casar e mudar pro interior da Alemanha, cuidar de porquinhos e crianças rosadas.
Porque no final das contas a gente cantou para todos que quisessem e não quisessem escutar Sandy e Júnior, todos - T O D O S - os hits-disney [inclusive entoei lindamente o hit-maléfico Úrsula, de A Pequena Sereia. E muitas mesas em volta, muitas], todos os funks mais antigos do Brasil, Forró, Sertanejas, Britney, enfim. Tudo que você não pode cantar num lugar como o Zampollo.
Depois nem posso reclamar da falta de pessoas. Numas andanças como essa... posso reclamar não.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Ponte Bonn - Primário
Não é que na quarta que vem, dia 17, se não me engano, uma pupilo de míseros 11 ou 12 anos, não sei bem, tocará o Pianokonzert no.1 do Beethoven com a gente? medinho dela.
Às 20:30, Teatro Goiânia, como sempre.
Lyanna em: A Ferrugem
Depois de muitos muitos dias, com certeza semanas, meses, me arrisco dizendo anos, nossa querida Lyanna resolve dar uma cantada.
Estávamos no sinaleiro, coisa básica, a caminho de um café qualquer como sempre.
Eis que pára ao lado alguém que por motivo ou outro despertou sentimento em nossa desprecavida personagem. Lyanna pula ao volante, se empolga, anima, olha, olha, "Victor cadê um papel para eu anotar meu telefone e tacar pela janela", "não há nenhum, Lyanna, vai na cantada", pula, pula, olha, descarta a hipótese de ser algo que não hétero
e resolve:
joga o cabelo, coloca cabeça para fora e canta. Definitiva. Certeira.
- Moço, seu carro tem cachorro?
Não, não, muito triste, isso. Definitiva, cabelos tampando o que fosse possível, certeira. Fomos pro café sem restar mais que muitas risadas e a certeza de que, na próxima, ela vai pedir o telefone do carro.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
The question is
Porque no final das contas "ser" não nos é condicional, amém, mas o que fazer disso é um problema.
Vamos então adotar Sabino:
o diretor do lugar ia dizendo ao grande mentecapto, que acabara de entrar para o hospício:
"Qual a sua encarnação? Napoleão ainda devemos ter uns três ou quatro. Temos também um que é grão de milho, não pode ver uma galinha foge correndo. E tem outro que é justamente a galinha, vive a perseguir o pobre grão de milho, cacarejando. Tem um que é uma cafeteira, passa o dia inteiro com um braço na cintura e outro pra cima. Mas não serve ninguém, acho que está vazia. Dom Pedro Segundo temos dois. O último morreu de tanto grito do Ipiranga que deu. Não escolha Tiradentes, que o último que tivemos acabaram enforcando. Foi preciso que Caxias, O Pacificador, viesse botar ordem nessa joça, que isso aqui estava uma loucura, se me permite a redundância, hihihi. Vou lhe dar um conselho: seja coisa, não seja gente. Coisa é muito melhor. Uma coisa bem macia, fofa... Uma nuvem, por exemplo. Eu vou lhe contar um segredo, peço que não conte a ninguém. Quando vim para cá, minha intenção era ser uma nuvem, mas não pude porque tinha que andar pelado e isso era incompatível com minha condição de Diretor. Já imaginou uma nuvem de calças? Hihihi."
Sabe: travando a língua do Víctor, essa é a verdade.
Mas estou em dúvida ainda.
domingo, 7 de outubro de 2007
Notas segundas de fim de dia
*
Perdi a inscrição da federal. Meu próximo ano será apenas meu, meu, meu. Só não tenho certeza de quão bom isso me pode ser.
Agora é arrumar o mais rápido possível minhas passagens pra Europa, meu Essenfelder e juízo.
*
"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro."
*
"Não sou nada. [...] À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Ponte New York - Bonn
04/10/2007
Repertório:
- Sinfonia no. 7, L. van Beethoven.
- Rhapsody in Blue, G. Gershwin. *Solista convidada: Éricka Vilela, piano.
Vai ser bom.
Pérolas
Envolta num constante clima de asneiras, a minha sala nova.
Já escutei de uma menina que na Rússia se fala alemão [se vc chegar lá falando russo mesmo eles vão te olhar com cara feia, tenha certeza]. Já teve professor de história anulando questão minha quando eu respondi que não houve participação popular no ato da Independência [?]. Outro que perguntou quais eram as características em comum das Revoluções Burguesas [b-u-r-g-u-e-s-a-s].
Mas certo diálogo merece destaque. Fiquei só escutando.
Weasley: - Nossa, imagina só você e seu namorado na Torre Eiffel... Ah nem, ela já tá meio torta e, do jeito que vcs trepam, vão terminar de acabar com ela.
Fernanda: - Er seu burro, a torta é a de Pizza. A Eiffel fica em Paris também, mas é aquela vermelha.
Quem cala consente, entrei na conversa:
- Der, a de Pizza que é a vermelha, e a Eiffel não fica "também" em Paris: fica em Berlim.
Magnífico, isso de estudar lá.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Notas de fim de dia
*
Sorte de hoje no orkut: você é perspicaz.
Não é comentário que se faça, não. E espero que essa sensação de temporalidade por ser minha "sorte de hoje" - bastante ênfase no "hoje" - seja só impressão.
*
Juro que: só estou terminando essa merda de terceiro ano porque verei Björk no fim de outubro. Porque my heart is so broken, porque o tédio desse momento poderia me fazer explode this body of me. E então ela vai chegar e fazer zing buum. I'll ring the bell, be at the top of the mountain, and i'll overcome, because she's my secret code carved, she is my pagan poetry, and i do: i believe in dreams and can't stand the wait.
domingo, 30 de setembro de 2007
Constatações iniciais
Não fosse o fato de eu sempre esquecer as senhas, logins, perguntas-respostas, o nome que inventei pro cachorro, então: não fosse o fato de eu sempre esquecer, estaria ainda hoje com meu primeiro blog.
O pior disso é ter que inventar nomes. Terrível.
Tentei de tudo, e ainda vale ressaltar o blog aquelas.blogspot.com [sim, queria esse nome] que, de uma forma incrível, copiou toda a capa da Bíblia do Caos em seu subtítulo. E sem crédito algum pro Millôr.
Enfim, espero que este aqui dure.